Alerta de Desabastecimento: Porto de Santos fura fila de atracação para garantir gasolina após tensão no Oriente Médio
09/04/2026
Atualizado às 17:51
"Operação Estratégica: Navio com 18 milhões de litros de gasolina recebe prioridade em Santos para blindar Brasil contra crise no Oriente Médio. (Imagem gerada por IA / Diário Nexus)"
Com informações da Agência Gov, a Autoridade Portuária de Santos (APS) tomou uma medida excepcional para proteger o mercado interno brasileiro. O navio MH Buiki, carregado com 18 mil toneladas de gasolina — o suficiente para encher 600 caminhões-tanque —, recebeu autorização para atracação prioritária. A decisão foi baseada em um parecer técnico da Agência Nacional de Petróleo (ANP), que aponta riscos reais de falta de combustível devido à instabilidade no Estreito de Ormuz, provocada pelo conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã.
Embora o Terminal receba combustíveis diariamente, a ordem de chegada é rigorosa. No entanto, a APS utilizou seu poder discricionário para colocar o interesse público em primeiro lugar. Segundo o presidente da APS, Anderson Pomini, o porto tem a função social de avaliar as necessidades emergenciais do país. Medida semelhante só havia sido tomada em situações de extrema urgência, como no envio de doações para as enchentes do Rio Grande do Sul em 2024.
Logística de Guerra: Por que o Estreito de Ormuz afeta o seu tanque de combustível?
A crise no Oriente Médio deixou de ser um problema geográfico distante para se tornar uma ameaça logística no Porto de Santos. A obstrução do Estreito de Ormuz, por onde passa grande parte do petróleo mundial, cria um efeito cascata que encarece o frete e atrasa entregas globais. Ao priorizar o MH Buiki, o Brasil tenta criar um "colchão de segurança" contra a volatilidade de preços e a escassez, evitando que a crise internacional se transforme em filas nos postos de combustíveis nacionais.
Para o Diário Nexus, essa manobra reforça a importância estratégica da APS na soberania nacional. Em um momento de incerteza global, a capacidade de "furar a fila" por necessidade pública é a diferença entre a normalidade e uma crise inflacionária. O fluxo no Porto de Santos segue normal para as demais embarcações, mas o monitoramento é constante: se a tensão no exterior aumentar, novas prioridades de atracação podem ser autorizadas para garantir que o país não pare.